Quem somos | Materiais Educativos | Fale com nosso consultor
Post

Fatores que afetam o Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa de uma empresa pode ser afetado por uma série de fatores intrínsecos ou extrínsecos a atividade econômica realizada. O gestor financeiro deve estar preparado, através das indicações e sinais observados no fluxo de caixa, para tomar as medidas corretivas em tempo hábil de forma a minimizar o impacto nas contas e nos saldos financeiros disponíveis.

A administração financeira vincula-se a todas as áreas da empresa, uma vez que toda e qualquer tomada de decisão tem consequências financeiras, por isso, é importante observar sempre os fatores internos e externos que podem impactar em problemas com o fluxo de caixa.

 

Fatores internos
  • Expansão descontrolada das vendas, implicando em um volume maior de compras e custos operacionais;
  • Aumento no prazo de vendas concedido pela empresa como forma de aumentar seu grau de competitividade ou aumentar sua participação no mercado;
  • Capitalização inadequada com a consequente utilização de capital de terceiros de forma excessiva, aumentando o nível de endividamento;
  • Compras em volume incompatíveis com as projeções de vendas;
  • Diferenças acentuadas no giro das contas a pagar e a receber em decorrência dos prazos médios de recebimento e pagamento;
  • Custos financeiros elevados em decorrência de um nível de endividamento incompatível com a estrutura de capital da empresa;
  • Política salarial totalmente incompatível com o nível de receitas e demais despesas operacionais;
  • Indenizações trabalhistas

 

Fatores externos
  • Aumento da concorrência em decorrência da entrada de novos concorrentes no mercado;
  • Alterações nas alíquotas dos impostos ou criação de novos tributos;
  • Aumento geral do nível de inadimplência em decorrência de crises econômicas;
  • Redução nas vendas causadas por retração do mercado;
  • Mudança no padrão de consumo, tornando seu produto ou serviço mais obsoleto a cada dia;
  • Elevação dos custos das mercadorias, serviços, consumo ou matéria prima, reduzindo drasticamente a margem de lucro.

Problemas relacionados aos citados fatores internos e externos poderão ocasionar um desequilíbrio financeiro na empresa, e neste caso, é necessário fazer uma análise preventiva em diversos relatórios para que seja possível detectar com antecedência as causas, consequências e as providências a serem tomadas.

Não basta apenas olhar para o fluxo de caixa, é necessário realizar um mapeamento geral de toda movimentação financeira da empresa, gerando relatórios gerenciais que permitam a análise por centros de custos, realização de orçamentos e a elaboração de relatórios dinâmicos que oferecem diversas análises de resultado.

Você deve ficar atento para problemas de desequilíbrio financeiro, para nunca ser pego de surpresa encontrando sua empresa sem recursos, endividada e sem condições de dar a volta por cima.

Quando a empresa perceber que o desequilíbrio ocorreu e que está afetando suas operações, a primeira coisa a se fazer são tomar medidas de saneamento. Estas medidas poderão ser das mais leves até as mais drásticas, dependendo da extensão do desequilíbrio. Cada empresa deverá analisar a sua situação e agir conforme o problema.

Estas são algumas sugestões de providências a serem tomadas:

  • Aumento do capital próprio através do aporte de capital realizado pelos sócios;
  • Venda de parte da empresa para terceiros investidores que se tornarão novos sócios;
  • Redução ou adequação do nível de atividade aos volumes de recursos disponíveis para financiamento das operações;
  • Controle rígido de custos e despesas operacionais;
  • Desmobilização de ativos ociosos;
  • Redução do quadro de empregados;
  • Melhor adequação entre os prazos de recebimento de vendas e pagamento de compras;
  • Redução compulsória dos custos e despesas para um nível inferior ao volume de recebimento de vendas;
  • Contratação de uma consultoria financeira especializada.

No caso de desequilíbrio financeiro, na maioria das vezes, a pior coisa que o empresário pode fazer é pegar um empréstimo bancário. Isso poderia aparentemente facilitar as coisas, mas a verdade é que só vai piorar. Só é viável a contratação de um empréstimo nestes casos quando se tiver plena certeza de que existe um equilíbrio nas contas operacionais da empresa, ou seja, a certeza de que os recebimentos mensais estão no mesmo patamar dos custos e despesas pagas no mês, pois do contrário o efeito bola de neve é certo, culminando num endividamento que só vai crescer ao ponto de matar a empresa.

Robelio Junior

Um mineiro graduado em computação, que se apaixonou pelo marketing digital e trabalha na área desde 2012. Torcedor do São Paulo Futebol Clube e chef de cozinha nas horas vagas.

Posts que você pode gostar

Post Financeiro

Custo de cobrança: 5 dicas para reduzir o seu

Post Boleto Bancário

Você sabe como escolher um emissor de boletos?

Post Boleto Bancário

Entenda como funciona o pagamento recorrente via boleto

Post Segurança

A Febraban não realiza operações financeiras

Deixe seu comentário